A cirurgia vascular é a especialidade médica dedicada ao diagnóstico e ao tratamento das doenças que afetam os vasos sanguíneos e linfáticos: as artérias, que levam o sangue do coração para o corpo; as veias, que trazem o sangue de volta; e os vasos linfáticos, responsáveis pela drenagem da linfa. Quando qualquer parte dessa rede de circulação adoece, é o cirurgião vascular quem avalia, trata clinicamente e, quando necessário, opera.
No Angiofisio Cardiocenter, em Manaus, a cirurgia vascular é um dos pilares do hospital. Nossa equipe acompanha o paciente em toda a jornada: da primeira consulta e dos exames de imagem ao tratamento clínico, aos procedimentos minimamente invasivos e às cirurgias, com estrutura hospitalar completa em um só lugar.

Por que a saúde vascular merece atenção
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 400 mil brasileiros perdem a vida todos os anos em decorrência desse grupo de doenças, que inclui o infarto e o AVC. Boa parte desses eventos tem origem na aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, o mesmo processo que causa a doença arterial periférica nas pernas.
Por isso, a avaliação vascular vai além das pernas: pacientes com doença arterial periférica e aterosclerose apresentam risco aumentado de complicações cardiovasculares, como destacam as diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Diagnosticar e tratar cedo protege os membros, o coração e o cérebro.
Principais doenças tratadas pela cirurgia vascular
Varizes e insuficiência venosa crônica
As varizes são veias dilatadas e tortuosas, geralmente nas pernas, causadas pelo mau funcionamento das válvulas venosas. Além da questão estética, podem provocar dor, peso, inchaço, câimbras e, em casos avançados, alterações de pele e feridas (úlceras venosas). O tratamento varia do uso de meias de compressão e medidas clínicas a procedimentos como escleroterapia e cirurgias, definidos conforme a gravidade de cada caso.

Doença arterial periférica (DAOP)
É o estreitamento das artérias, principalmente das pernas, pela aterosclerose. O sintoma clássico é a claudicação intermitente: dor ou cansaço nos músculos ao caminhar, que melhora com o repouso. Nos estágios avançados, pode haver dor em repouso e feridas que não cicatrizam, quadro que ameaça o membro e exige tratamento rápido. O manejo combina controle rigoroso dos fatores de risco, medicação, exercício supervisionado e, quando indicado, revascularização por cirurgia aberta ou por técnica endovascular.

Trombose venosa profunda (TVP)
É a formação de coágulos nas veias profundas, geralmente das pernas, com risco de embolia pulmonar. Inchaço, dor e vermelhidão em uma das pernas são sinais de alerta que pedem avaliação imediata. O diagnóstico é confirmado com o ultrassom com Doppler vascular e o tratamento evita complicações e sequelas, como a síndrome pós-trombótica.
Aneurismas
O aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria, sendo o da aorta abdominal o mais frequente. Costuma ser silencioso e descoberto em exames de imagem. O acompanhamento periódico define o momento certo de tratar, seja por cirurgia aberta, seja por técnica endovascular com implante de endoprótese, prevenindo a ruptura, que é uma emergência grave.
Pé diabético
O diabetes pode comprometer a circulação e a sensibilidade dos pés, favorecendo feridas que infeccionam e cicatrizam mal. A avaliação vascular precoce é decisiva para preservar o membro: quando há obstrução arterial associada, a revascularização melhora a chegada de sangue e as chances de cicatrização.

Doença das carótidas
As artérias carótidas levam sangue ao cérebro. Placas de aterosclerose nessas artérias aumentam o risco de AVC. A investigação com Doppler de carótidas e angiotomografia permite identificar estreitamentos importantes e indicar o tratamento adequado, clínico ou cirúrgico.
Como é a avaliação no Angiofisio Cardiocenter
A consulta com o cirurgião vascular começa pela história clínica e pelo exame físico, incluindo a palpação dos pulsos e a avaliação da pele e das extremidades. A partir daí, o especialista pode solicitar exames como:
- Ultrassonografia com Doppler vascular, para estudar o fluxo nas artérias e veias.
- Angiotomografia, que detalha a anatomia dos vasos e orienta o planejamento cirúrgico.
- Índice tornozelo braquial (ITB), teste simples que compara a pressão do tornozelo com a do braço.
- Exames laboratoriais para avaliar colesterol, glicemia e outros fatores de risco.
Com o diagnóstico definido, o tratamento é individualizado. Nem todo paciente precisa de cirurgia: em muitos casos, o controle dos fatores de risco, a medicação e o exercício orientado são a base do cuidado, como recomendam as diretrizes brasileiras. Quando o procedimento é necessário, o hospital oferece desde cirurgias convencionais até técnicas endovasculares minimamente invasivas.
Cirurgia aberta e cirurgia endovascular: qual a diferença?
A cirurgia vascular moderna dispõe de dois grandes caminhos. Na cirurgia aberta convencional, o acesso é feito por incisão, permitindo, por exemplo, pontes (enxertos) que desviam o sangue de um trecho obstruído. Na cirurgia endovascular, o tratamento é feito por dentro do vaso, por meio de cateteres introduzidos por pequenas punções, guiados por imagem, com balões, stents e endopróteses.
A escolha depende da doença, da anatomia, das condições clínicas e da avaliação da equipe. O importante é contar com um serviço que domine as duas abordagens e indique a mais adequada para cada paciente, exatamente a proposta do Angiofisio Cardiocenter.
Sinais de que você deve procurar um cirurgião vascular
- Dor, peso ou inchaço nas pernas, com ou sem varizes visíveis.
- Dor ao caminhar que melhora ao parar (claudicação).
- Feridas nas pernas ou nos pés que demoram a cicatrizar.
- Inchaço súbito em uma das pernas, com dor ou vermelhidão.
- Pés frios, pálidos ou com mudança de cor.
- Diagnóstico de aneurisma ou placas nas carótidas em exames de imagem.
- Diabetes com alterações nos pés.
Perguntas frequentes
O angiologista se dedica ao diagnóstico e ao tratamento clínico das doenças da circulação; o cirurgião vascular, além do tratamento clínico, realiza procedimentos e cirurgias. As duas atuações se complementam e, muitas vezes, o mesmo especialista exerce ambas.
Não. O tratamento depende do grau da doença venosa, dos sintomas e da avaliação individual. Muitos casos são conduzidos com medidas clínicas; outros se beneficiam de procedimentos.
Não. Boa parte dos tratamentos atuais é minimamente invasiva, feita por punções e guiada por imagem, com recuperação mais rápida. A indicação é individualizada.