Cirurgia Endovascular em Manaus

Procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, com menor tempo de recuperação.

A cirurgia endovascular é a evolução minimamente invasiva do tratamento das doenças dos vasos sanguíneos. Em vez de grandes incisões, o cirurgião trabalha por dentro das artérias e veias: através de pequenas punções na pele, cateteres finos são conduzidos até o ponto da doença, guiados por imagem de alta precisão em tempo real.

No Angiofisio Cardiocenter, em Manaus, a cirurgia endovascular é uma das especialidades centrais do hospital, aplicada ao tratamento de obstruções arteriais, aneurismas e outras doenças vasculares, com benefícios diretos para o paciente: menos trauma cirúrgico, menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido à rotina.

Centro cirúrgico do Angiofisio Cardiocenter preparado para procedimentos endovasculares

Como funciona a técnica endovascular

Todo procedimento endovascular segue uma lógica parecida. O acesso é feito por punção, geralmente na virilha, no braço ou no punho, com anestesia local e sedação na maioria dos casos. Pela punção, o médico introduz um fio guia e um cateter, que navegam pelo interior dos vasos até a região a ser tratada. Um equipamento de imagem acompanha todo o trajeto, garantindo precisão.

Chegando ao alvo, o tratamento pode envolver diferentes recursos:

  • Balões de angioplastia, que dilatam trechos estreitados da artéria.
  • Stents, malhas metálicas que mantêm o vaso aberto após a dilatação.
  • Endopróteses, estruturas revestidas que excluem aneurismas da circulação.
  • Dispositivos para remoção ou aspiração de coágulos em casos selecionados.

Ao final, o material é retirado e a punção é fechada com curativo ou dispositivos próprios, sem necessidade de pontos extensos.

Ilustração de stent implantado dentro da artéria, mantendo o lúmen aberto sobre a placa aterosclerótica

Principais tratamentos endovasculares

Angioplastia periférica com ou sem stent

Trata as obstruções das artérias das pernas causadas pela doença arterial periférica. É indicada principalmente quando a claudicação limita a vida do paciente apesar do tratamento clínico, ou quando há isquemia que ameaça o membro, com dor em repouso e feridas que não cicatrizam. As diretrizes brasileiras e internacionais posicionam a revascularização, endovascular ou aberta, como o tratamento dos casos sintomáticos que não respondem à terapia clínica.

Tratamento endovascular de aneurismas

No aneurisma da aorta abdominal, a correção endovascular implanta uma endoprótese por dentro da artéria, excluindo a dilatação da circulação e prevenindo a ruptura. Por dispensar a abertura do abdome, costuma oferecer recuperação mais rápida, sendo uma alternativa importante à cirurgia aberta em pacientes com anatomia favorável.

Angioplastia de carótidas

Em casos selecionados de estreitamento das artérias carótidas, o tratamento endovascular com stent é uma opção para reduzir o risco de AVC, definida após avaliação criteriosa da anatomia e do perfil do paciente.

Salvamento de membro no pé diabético

Em pacientes diabéticos com feridas e má circulação, as técnicas endovasculares permitem desobstruir artérias da perna e do pé, melhorando a chegada de sangue e as chances de cicatrização, papel decisivo na prevenção de amputações.

Vantagens e limites: uma decisão individualizada

As vantagens da via endovascular são concretas: incisões mínimas, menos dor pós-operatória, internação mais curta, retorno mais rápido às atividades e possibilidade de tratar pacientes de maior risco cirúrgico. Muitos procedimentos são realizados com alta em 24 a 48 horas.

Isso não significa que a técnica endovascular substitua sempre a cirurgia aberta. Cada abordagem tem indicações precisas, que dependem da doença, da anatomia dos vasos, das condições clínicas e da durabilidade esperada do tratamento. Em alguns cenários, a cirurgia convencional continua sendo a melhor escolha; em outros, técnicas híbridas combinam as duas. O essencial é que a decisão seja tomada por uma equipe que domina todas as opções, com base em exames de imagem detalhados, como o Doppler vascular e a angiotomografia.

Como é a preparação e a recuperação

Antes

  • Avaliação clínica completa.
  • Exames de imagem e de sangue.
  • Revisão de medicamentos (anticoagulantes podem precisar de ajuste).
  • Orientações de jejum.

Durante

  • Anestesia local com sedação na maioria dos casos.
  • Monitorização contínua.
  • Acompanhamento por imagem em tempo real.

Depois

  • Repouso breve.
  • Alta geralmente precoce conforme o procedimento.
  • Cuidados simples com o local da punção.
  • Retorno programado.

O acompanhamento após o procedimento é parte do tratamento: consultas e exames periódicos verificam o resultado, e o controle dos fatores de risco, colesterol, pressão, diabetes e cigarro, protege o vaso tratado e os demais.

Perguntas frequentes

Cirurgia endovascular é o mesmo que angioplastia?

A angioplastia é um dos procedimentos endovasculares, o mais conhecido. A cirurgia endovascular é o conjunto de técnicas realizadas por dentro dos vasos, que inclui angioplastias, implante de stents e endopróteses, entre outras.

O procedimento dói?

A maioria é feita com anestesia local e sedação, com desconforto mínimo. Pode haver leve sensibilidade no local da punção nos primeiros dias.

Quanto tempo fico internado?

Depende do procedimento, mas a alta costuma ocorrer entre 24 e 48 horas na maioria dos tratamentos endovasculares, conforme a avaliação da equipe.

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